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terça-feira, 20 de abril de 2010

Hong Kong

Embora o nosso grande interesse fosse explorar Macau, a proximidade de Hong Kong a apenas 1 hora de ferry, impunha uma visita a este território outrora britânico.

Com alguns percalços pelo meio, visto que como estávamos teoricamente em 2 territórios chineses julgámos não precisar de passaporte para viajar entre eles, ficámos apenas com 1 tarde e noite para visitar a cidade.

Obviamente que o tempo era escasso, mas também é verdade que não existe grande coisa para ver em Hong Kong que não possa ser vista em qualquer grande metrópole (na metrópole, dado que o território possui até uma esquecida zona rural bem interessante).

Eu não sou um confesso admirador das mega metrópoles cosmopolitas, bem pelo contrário, mas o que vale para mim em Hong Kong é o cenário conjunto dos inúmeros arranha céus, que talvez pela exiguidade do espaço disponível são mais altos e mais juntos do que jamais havia visto.


Confesso, que quem chegue aqui terá grandes dificuldades em perceber qualquer passado histórico duradouro como o que se vê em cada esquina em Macau, mas não há dúvida que para um cosmopolita, Hong Kong é um local de visita obrigatória.


Depois de deambularmos entre os magníficos arranha céus do centro, dirigimo-nos para aquele que achámos ser o Highlight de Hong Kong: a vista noturna do Victoria's Peak. Uma montanha com vista priveligiada sobre toda a Baía e que retocada com as maravilhosa iluminação noturna, lhe confere honras de postal!

A vista é fantástica, bem como o percurso para lá chegar. Depois de suportarmos a extensa fila, entramos num castiço elevador do século XIX (Afinal sempre há alguma coisa histórica!) que nos leva montanha acima num declive tão acentuado que nos provoca a ilusão de óptica de os arranha-céus estares inclinados!


Chegados lá acima, um terraço miradouro revela-nos uma vista verdadeiramente surpreendente!


Depois de nos deliciarmos com a vista, nada melhor do que aproveitarmos o tempo que nos resta para mais uma voltinha por Hong Kong e terminar a nossa volta "chinesa" com um bom repasto!

Agora, após mais de 20 dias de "intensa actividade turística" espera-nos Kuala Lumpur na Malásia e em seguida o merecido descanso nas fantásticas praias malaias e mais concretamente na ilha de Redang.

domingo, 21 de março de 2010

Macau, Portugal no oriente...

Encontrarmo-nos com Macau, é encontrarmo-nos com quase 500 anos da nossa História. É inevitável pensar nas avenuras e desventuras dos nossos valorosos marinheiros que em tempos imemoriais por aqui passaram e que por cá ficaram. Reza a História que teríamos ficado com Macau pelos bons serviços prestados nas redondezas na defesa deste território contra os piratas, mas parece que a História não será bem assim...
Mas porque o objectivo não passa por preciosismos históricos, vou apenas relembrar aquilo que nos deixa orgulhosos, por exemplo o facto da nossa presença ter sido efectiva como demonstram os inúmeros edifícios históricos e como o demonstram também os orgulhosos macaenses que são fruto dessa tradição tão portuguesa de miscigenação.
É verdade que ao contrário de outros locais onde estivemos presentes, não conseguimos por aqui implantar a nossa língua, mas também é verdade que mesmo durante a ocupação filipina espanhola, Macau manteve-se sempre fiel à coroa portuguesa e nunca arriou a bandeira portuguesa dando origem ao nome do "leal senado" que ostenta hoje no centro de Macau a bandeira do território autónomo de Macau.


Mal saímos do hotel, "damos de caras" com a escola portuguesa e o antigo edifício do Banco Nacional Ultramarino. Também não somos indiferentes às calçadas portuguesas e à estátua de Jorge Álvares o primeiro português a desembarcar por aqui.


Seguem-se as inúmeras igrejas, capelas e conventos, escolas a santa casa da misericórdia e as famosas ruínas de São Paulo.




A fortaleza do monte onde nos emocionámos com a seguinte frase lá colocada (nos tempos em que éramos fortes e orgulhosos!).


A fortaleza da guia com o seu farol, o mais antigo do extremo oriente.

Tudo isto apimentado com o exotismo oriental é uma explosão para os sentidos e é por isso mesmo que nos deixamos perder sem destino definido pelas ruas e jardins que nos revelaram sempre mais um ponto de interesse.




Também gostámos da parte excêntrica de Macau e que envolve obviamente o Jogo! Os inúmeros casinos dão vida a monumentais paineis cheios de cor e vida que animam bastante a vida nocturna macaense.

Conhecendo a mentalidade asiática que é extremamente receptiva a todos os argumentos que envolvem a "sorte", desde o Feng Shui, aos astros, à numerologia, etc, é também bastante divertido observar os jogadores no interior dos casinos. Quanto a nós, a sorte não nos sorriu nas slot machines nas noites do casino Lisboa e Grande Lisboa, mas convenhamos que para sorte já bastava lá estar!

Foram 3 dias bem passados por aqui e ficou a vontade de voltar mais não seja para visitar as ilhas de Taipa e Coloane.


Até sempre "leal" Macau!

Macau, um quase regresso!

Chegar a Macau, foi uma lufada de ar fresco!


Após várias semanas a viajar em contextos tão distintos dos nossos a todos os níveis e depois de passar um pouco por todas as realidades chinesas e tibetanas, sabe sempre bem chegar a um local mais "civilizado" e mais parecido com o que estamos habituados. Claro que este sentimento só nos ocorre, fruto do tempo de viagem que já é longo, porque adoramos o contacto com as diferenças habituais que nos esperam nestes destinos exóticos, mas passado algum tempo apetece fazer uma pausa... para depois continuar...


Em Macau, o sentimento de chegar a um local mais civilizado, foi para nós muito mais do que isso, chegar a Macau, foi de certa forma chegarmos a casa. Foi reencontrarmo-nos com a nossa história e os nossos antepassados, foi reencontrarmos a nossa língua, a nossa arquitectura, com alguns dos nossos hábitos e com resquícios da nossa gastronomia. Ah e claro, não esquecendo a livraria portuguesa, que nos permitiu pela primeira vez ler jornais e revistas portugueses actualizados em viagem!


Eu pessoalmente, sou um apaixonado por viagens e pela nossa magnífica História, pelo que Macau, foi para mim a cereja no topo do bolo nesta viagem!


Muitas vezes pensei que diversas pessoas que já tinham visitado este território, não tinham ficado muito entusiasmadas e algumas até confidenciaram que "não acharam nada de especial", agora penso como eu sou tão diferente dessas pessoas...


Chegámos através do Aeroporto de Macau e fizemos questão disso, embora não tenha sido fácil (o aeroporto vizinho de Hong Kong era sempre o referido), o tal em que gastámos milhões e milhões de euros (escudos na altura ou seria patacas?) para deixar esta obra megalómana, construída sobre o mar da China, aos chineses que tomaram posse do território em 1999.


Mal chegámos ao aeroporto ficámos surpreendidos, porque todas as indicações e placas se encontram escritas em português! Para quem anda nestas andanças e já andou algumas vezes pela Ásia e pelo mundo, sabe que encontrar seja o que for em português, desde audioguias em museus, folhetos nos gabinetes de turismo, panfletos de hoteis, jornais, livros, etc. é pura miragem! Não existe! por isso, nos surpreendemos e ficámos obviamente satisfeitos e com aquele genezinho do patriotismo bacoco inchado!

Levantámos umas patacas no multibanco do aeroporto (que não era em forma de árvore) e apanhámos um taxi, rumo ao Hotel Sintra na Avenida D. João IV, perto do cruzamento com a Avenida Dr. Mário Soares. O hotel é convenientemente bem localizado no centro de Macau (na peninsula) perto do histórico Hotel Lisboa e do seu famoso casino.

Foi lá que acabámos a noite, afinal estamos na maior cidade casino do mundo com um volume de apostas superior a Las Vegas!!!