Foram muitos os anos em que nos perdemos nas imagens e nos sonhos que queríamos concretizar materializados naqueles catálogos fantásticos que anualmente e religiosamente levantávamos na antiga Nouvelles Frontiéres na Avenida Tomás Ribeiro em Lisboa.
Estes catálogos eram para nós uma janela de sonhos e excitação, com as viagens, julgávamos nós, impossíveis para destinos exóticos e distantes. Nestes catálogos víamos Viagens que não existiam nas outras agências, que despertavam em nós uma vontade enorme de partir. Era porventura já um gene nosso de Viajante que despontava, mas que chocava sempre com a triste realidade económica de 2 estudantes falidos!!!
Mas cedo percebemos, que não custa sonhar, e já que sonhamos, que sonhemos com aquilo que nos faz verdadeiramente felizes!!!
Foi como estudantes falidos, e com uma enorme vontade de viajar que começámos a pensar numa simples viagem a Londres. Para realizarmos essa viagem não tínhamos qualquer alternativa: Tínhamos que pôr mãos à obra e começar a trabalhar! Muitas entrevistas de estudo de mercado fizemos nós para a Intercampus ali na Baixa. Muitas horas de promoções de perfumes fez a Xana nas Amoreiras e outros centros comerciais, passagens de modelos de pijamas para retalhistas no Hotel Fénix no Marquês de Pombal e até dias inteiros vestida de pijama na Fil na Moda Lisboa... Muitos caixotes acartei eu às costas nas madrugadas das 5as feiras e Domingos a descarregar os camiões completos de roupa que chegavam à Zara no Colombo... Hoje parece impossível, mas trabalhei mais de um ano e meio na Zara e ainda hoje me dá vontade de rir ao relembrar o telefonema que fazia nos dias de camião:"Fala da Zara do Colombo?... daqui fala o Gonçalo do camião! a que horas chega hoje a mercadoria?"
Muitas horas de esforço mútuo, sendo que todos os escudos eram poupados religiosamente! (Sim eu ainda sou do tempo dos escudos :-)
Foram tantas as horas que trabalhámos que chegámos à conclusão que tínhamos dinheiro para mais do que uma Viagem a Londres, e num velho catálogo da agência Tagus (a agência dos estudantes falidos onde se compravam os bilhetes de interrail) vimos umas fotos fantásticas de praias paradisíacas nas Maldivas!!! Na altura lembro-me falar nas Maldivas e quase ninguém conhecia, perguntavam-me o que é que eu ía fazer para as Malvinas... Quem diria hoje que pouca gente conhecia as Maldivas na altura...
Foi amor à primeira vista e estava garantida excitação máxima com todos os preparativos para essa Viagem!
Já com tudo tratado e o sinal pago na Tagus, sempre na dúvida se o dinheiro chegaria para tão ambicioso empreendimento, o balde de água fria! A nossa viagem foi cancelada por não arranjarmos võo de ligação para a Zurique!!! Fizémos tudo bem, com meses de antecedência, a excitação era enorme e no final uns incompetentes da operadora (ou da agência, nunca soubemos) estragavam o nosso sonho!!!
Corria o ano de 1998 e passar-se-iam 2 anos até voltarmos a "agarrar" esta Viagem. Pelo meio um interrail e um Erasmus na Suécia "atrasaram" este nosso sonho.
Foi pois 2 anos mais tarde que recorremos à Nouvelle Frontiéres, apaixonados que estávamos há anos pelos catálogos, especialmente o "circuits" e fomos tratados divinalmente naquela que seria uma relação fantástica, especialmente por causa do Diogo, um fantástico profissional que sempre tratou de nós com imenso esmero, dedicação e empenho! Relação essa que dura até hoje, se bem que "atraiçoada" aqui e ali pelas imensas hipóteses que a internet veio colocar à disposição dos viajantes...
Mas o que me levou a esta introdução, não foi a Viagem às Maldivas, hei de voltar a ela um dia destes, mas sim a relação com a Nouvelle Frontiéres (agora Tui) que nos organizou já em 2004 o nosso Safari em África... Lembro-me de ver o catálogo e sonhar com aqueles Safaris que me apresentavam, que me levavam a olhar de outra forma para o Francês e que me chocavam com a triste realidade de não poder fazê-los...
Já era um sonho antigo e como se tratava de uma Viagem mais cara, aproveitámos para a fazer na Lua de mel! "Compramos menos móveis e vamos!!! dizíamos excitados!!!"
Assim começou este nosso Safari. O plano era fazermos Safari no Quénia e na Tanzânia para depois relaxar nas praias de Zanzibar e já agora porque não um mergulhinho nas Maurícias e espera lá, se fazemos escala em Amsterdão, já agora ficamos lá 4 ou 5 dias...
Preparámos 5 semanas de Viagem, aproveitando as férias todas e mais uns dias da licença de casamento...
Contávamos visitar as reservas de Masai Mara e Lago Nakuru no Quénia e as reservas de Tarangire, Lago Manyara, Serenghetti e Ngorongoro na Tanzânia. Os hoteis seria uma mistura de Sopa Lodges e Serena Lodges, cadeias de hoteis que existiam em quase todas as reservas (a nossa preferência ía para os Serena, mais casuais e intimistas do que os mais luxuosos Sopa) e o fantástico Mara Simba no Masai Mara!
A nossa "base" seria Nairobi no cinematográfico e decadente chique Nairobi Safari Club!
Daqui partiríamos para o Kilimanjaro na Tanzânia, regressaríamos de Zanzibar e voltaríamos para voltar a partir para as Maurícias. Mais um regresso e desta vez quase a casa, com uma escapadinha a Amsterdão. Nos intervalos, deu para ir jantar ao mundiamente famosos Carnivore! Foi pena não termos aproveitado mais Nairobi, tal foi o medo que nos meteram com a criminalidade, porque gostaríamos de ter visitado a quinta de recuperação dos elefantes orfãos, a quinta das girafas ou a casa da Karen Blixen. Fica um motivo para um regresso no futuro... Éramos mais tenrinhos, se fosse hoje não tínhamos falhado estes "highlights"
Estavamos casados e "abençoados" e era hora de partir!
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
2011 Novo ano, novos e mais posts...
Chegado o ano novo é altura de introspecções e planos para o futuro...
É aqui que sempre dizemos que vamos fazer mais e melhor, que vamos ser mais aplicados, mais trabalhadores, vamos deixar de fumar :-) etc...
Com o Diogo aí a caminho, o meu ano quanto a planos para o futuro está garantido, resta saber se consigo cumprir tudo o resto...
Mas aproveitando esta onda de optimismo, prometo ser menos preguiçoso aqui no blog e postar mais vezes as peripécias e os "diários" das nossas viagens passadas, sim porque as futuras, estão obviamente muito comprometidos nos próximos tempos!!!
Assim, muito brevemente vou começar a escrever sobre uma inesquecível viagem de um Safari pelo Quénia e pela Tanzânia, com um saltinho para relaxar a Zanzibar e às Maurícias...
Até Já!
É aqui que sempre dizemos que vamos fazer mais e melhor, que vamos ser mais aplicados, mais trabalhadores, vamos deixar de fumar :-) etc...
Com o Diogo aí a caminho, o meu ano quanto a planos para o futuro está garantido, resta saber se consigo cumprir tudo o resto...
Mas aproveitando esta onda de optimismo, prometo ser menos preguiçoso aqui no blog e postar mais vezes as peripécias e os "diários" das nossas viagens passadas, sim porque as futuras, estão obviamente muito comprometidos nos próximos tempos!!!
Assim, muito brevemente vou começar a escrever sobre uma inesquecível viagem de um Safari pelo Quénia e pela Tanzânia, com um saltinho para relaxar a Zanzibar e às Maurícias...
Até Já!
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
Redang, a praia devia ser sempre assim…
Uma praia fantástica…
Ás vezes parece uma frase já gasta, mas a culpa não é minha, porque a mim ninguém me ouve a chamar polinésia francesa ou Maldivas a qualquer praia que apareça.
Na minha lista de “praia fantástica”, os requisitos são bem mais rigorosos do que os da bandeira azul…
Depois cada um gosta do que gosta, mas a minha experiência na escolha de praias já me leva a não acreditar em tudo o que se ouve, escreve ou vê!
Por exemplo, uma praia com um azul turquesa fantástico, atrai-me bastante, mas não é suficiente, porque uns inestéticos pontinhos pretos ao longo da praia são para mim essenciais, já que é aí que eu vou passar grande parte do tempo! São os corais e rochas que albergam vida subaquática abundante e que são fundamentais para o meu prazer e para o luxo impagável de ter um entretenimento tão agradável ali mesmo à mão de semear.
Se o hotel oferece “fantásticos” desportos aquáticos motorizados, parasailing e outra parafernália de ruidosos passatempos, então também não preenche os requisitos.
Se a praia tem 10 banhistas por m2 e o hotel 2500 quartos, etc., etc., etc.
Abreviando, Redang é uma ilha bem agradável, as suas águas protegidas por serem um parque natural e a praia do hotel Berjaya, uma “praia fantástica”!


Com o bónus, de receber a visita de inúmeras tartarugas que por aqui passam durante o mês de Agosto!
Saímos bem cedo de Kuala Lumpur e após apenas 1 hora de avioneta aterrávamos em Redang após verificar do ar a beleza da ilha.
A ansiedade era grande e a vontade de chegar à praia enorme, por isso não foi surpresa emocionarmo-nos quando demos de caras com a praia e perdendo instantaneamente alguns 20 anos corremos desenfreados para a água num assomo de infantilidade espontânea a gritar “o último a chegar é um ovo podre!”.
A praia está localizada numa longa faixa de mar que entra para dentro da ilha, com arribas rochosas em ambos os lados. A água é quente e transparente e a areia branca e rija, denunciando os anos de erosão de corais que se espalhavam pela baía, com especial intensidade em ambos os flancos junto às arribas.


Foi nestes mesmos corais que vi “velhos conhecidos” de outras paragens e que me deixam sempre entusiasmado. Anémonas albergando os peixes palhaço, raias sarapintadas de pontos azuis, peixes papagaio, polvos, os eternos zebras, peixes balão, e tantos outros, que não sei o nome em português!
Vida e cor, como se de um aquário se tratasse, descoberto de coral em coral e sempre na ansiedade de qual será a próxima surpresa, na ânsia de encontrar um peixe novo, um coral diferente ou um nudibrânqueo ainda mais colorido!
A cereja no topo do bolo seria encontrar uma tartaruga ou um tubarão de coral por aqui, mas embora houvesse quem os tivesse visto por aqui, nós não tivemos essa sorte! Foi pena, mas fica nos motivos para um dia voltarmos!
Só vimos uma tartaruga do barco enquanto passávamos e foi só! Na altura ainda achava que as veria dentro de água, dado que na Indonésia nas ilhas Gili as vi com alguma facilidade, se soubesse na altura o que se passaria, teria saltado do barco!
Mais tarde vinguei-me na vizinha ilha de Pherentian, mas isso fica para mais tarde recordar…



Quanto ao hotel, não desapontou, com uns confortáveis chalets de madeira espalhados pelo jardim bem cuidado de relva viçosa adornada por uma explosão de luxuriante vegetação tropical!
O ambiente era ao nosso gosto, descontraído e casual para andar sempre de chinelas e sem gravatas ao pequeno almoço como já chegámos a ver!
O restaurante geral servia os tradicionais buffets de comida variada e existia ainda um outro restaurante que acabou por ser quase sempre o nosso poiso, que ficava sobre a praia e onde eram servidos peixes e mariscos grelhados num clima mais intimista e privado.



Ás vezes parece uma frase já gasta, mas a culpa não é minha, porque a mim ninguém me ouve a chamar polinésia francesa ou Maldivas a qualquer praia que apareça.
Na minha lista de “praia fantástica”, os requisitos são bem mais rigorosos do que os da bandeira azul…
Depois cada um gosta do que gosta, mas a minha experiência na escolha de praias já me leva a não acreditar em tudo o que se ouve, escreve ou vê!
Por exemplo, uma praia com um azul turquesa fantástico, atrai-me bastante, mas não é suficiente, porque uns inestéticos pontinhos pretos ao longo da praia são para mim essenciais, já que é aí que eu vou passar grande parte do tempo! São os corais e rochas que albergam vida subaquática abundante e que são fundamentais para o meu prazer e para o luxo impagável de ter um entretenimento tão agradável ali mesmo à mão de semear.
Se o hotel oferece “fantásticos” desportos aquáticos motorizados, parasailing e outra parafernália de ruidosos passatempos, então também não preenche os requisitos.
Se a praia tem 10 banhistas por m2 e o hotel 2500 quartos, etc., etc., etc.
Abreviando, Redang é uma ilha bem agradável, as suas águas protegidas por serem um parque natural e a praia do hotel Berjaya, uma “praia fantástica”!
Com o bónus, de receber a visita de inúmeras tartarugas que por aqui passam durante o mês de Agosto!
Saímos bem cedo de Kuala Lumpur e após apenas 1 hora de avioneta aterrávamos em Redang após verificar do ar a beleza da ilha.
A ansiedade era grande e a vontade de chegar à praia enorme, por isso não foi surpresa emocionarmo-nos quando demos de caras com a praia e perdendo instantaneamente alguns 20 anos corremos desenfreados para a água num assomo de infantilidade espontânea a gritar “o último a chegar é um ovo podre!”.
A praia está localizada numa longa faixa de mar que entra para dentro da ilha, com arribas rochosas em ambos os lados. A água é quente e transparente e a areia branca e rija, denunciando os anos de erosão de corais que se espalhavam pela baía, com especial intensidade em ambos os flancos junto às arribas.
Foi nestes mesmos corais que vi “velhos conhecidos” de outras paragens e que me deixam sempre entusiasmado. Anémonas albergando os peixes palhaço, raias sarapintadas de pontos azuis, peixes papagaio, polvos, os eternos zebras, peixes balão, e tantos outros, que não sei o nome em português!
Vida e cor, como se de um aquário se tratasse, descoberto de coral em coral e sempre na ansiedade de qual será a próxima surpresa, na ânsia de encontrar um peixe novo, um coral diferente ou um nudibrânqueo ainda mais colorido!
A cereja no topo do bolo seria encontrar uma tartaruga ou um tubarão de coral por aqui, mas embora houvesse quem os tivesse visto por aqui, nós não tivemos essa sorte! Foi pena, mas fica nos motivos para um dia voltarmos!
Só vimos uma tartaruga do barco enquanto passávamos e foi só! Na altura ainda achava que as veria dentro de água, dado que na Indonésia nas ilhas Gili as vi com alguma facilidade, se soubesse na altura o que se passaria, teria saltado do barco!
Mais tarde vinguei-me na vizinha ilha de Pherentian, mas isso fica para mais tarde recordar…
Quanto ao hotel, não desapontou, com uns confortáveis chalets de madeira espalhados pelo jardim bem cuidado de relva viçosa adornada por uma explosão de luxuriante vegetação tropical!
O ambiente era ao nosso gosto, descontraído e casual para andar sempre de chinelas e sem gravatas ao pequeno almoço como já chegámos a ver!
O restaurante geral servia os tradicionais buffets de comida variada e existia ainda um outro restaurante que acabou por ser quase sempre o nosso poiso, que ficava sobre a praia e onde eram servidos peixes e mariscos grelhados num clima mais intimista e privado.
Depois de bem jantados, lá andávamos nós a passear à beira mar com os pés dentro de água a pisar de vez em quando aquelas que se tornariam um divertimento nosso todas as noites: as diatomáceas luminescentes. Essas algas míticas que já soltavam a imaginação dos antigos marinheiros.
Estas algas, com o movimento activam a sua luz e nós enquanto andávamos lá deixávamos o nosso rasto verde fluorescente!
Foi uma boa maneira de culminar esta viagem. No rasto daquelas diatomáceas, ficou a nossa saudade, a nossa experiência, a nossa memória que tal como as diatomáceas se reacende florescente com os cheiros, as cores os gostos e as emoções fortes com que fomos priveligiados nesta viagem. Mais uma vez, na outra grande viagem que é a Vida, ficam os lugares e as pessoas que conhecemos…
Estas algas, com o movimento activam a sua luz e nós enquanto andávamos lá deixávamos o nosso rasto verde fluorescente!
Foi uma boa maneira de culminar esta viagem. No rasto daquelas diatomáceas, ficou a nossa saudade, a nossa experiência, a nossa memória que tal como as diatomáceas se reacende florescente com os cheiros, as cores os gostos e as emoções fortes com que fomos priveligiados nesta viagem. Mais uma vez, na outra grande viagem que é a Vida, ficam os lugares e as pessoas que conhecemos…
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quarta-feira, 8 de setembro de 2010
Kuala Lumpur antes do "merecido" descanso em Redang
Após uma já longa viagem, rumámos à Malásia.
Escolhemos a Malásia, porque possui das mais belas praias do mundo e depois de uma viagem tão longa sabe sempre bem acabar com uns diazinhos de praia.
É sempre importante escolher bem o local consoante a época do ano em que se viaja, senão corremos o risco da nossa maravilhosa semana de praia se tornar num tormento de chuvas de monção ou de termos mesmo de enfrentar algum furacão (ou tufão como se diz no Sudeste Asiático).
Como estávamos em pleno mês de Agosto, a costa leste da Malásia é perfeita nesta época, já a costa Oeste (Langkawi por exemplo) nesta altura do ano é assolada pelas monções.
Existem várias opções de praia na costa leste malaia e todas bastante boas. Normalmente a preferência vai para as ilhas e aqui existem 3 particularmente interessantes. Tioman, Pherentian e Redang. Escolhemos Redang porque encontrámos um hotel um pouco melhor e mais recolhido (praia privada, já que o acesso só se faz pelo mar ou pelo próprio hotel). Achámos que era o que precisávamos e não nos enganámos.
Outro factor para nós muito importante na escolha de praias e hoteis, é a existência ou não de um "house reef". Para mim é de importância fulcral, porque como adoro fazer snorkeling, ganho umas horas de verdadeiro prazer nestes house reefs. É claro que não perdemos nunca a oportunidade de fazer umas "snorkeling ou dive trips" mas ter ali à mão uma zona de corais simpática com vida abundante à nossa espera a qualquer hora é um verdadeiro luxo!
Mas já voltarei a Redang, já que antes de viajarmos para Redang, não quisemos perder a oportunidade de dar uma espreitadela a Kuala Lumpur. Uma espreitadela rápida é certo, já que o cansaço e o desejo de praia já se sobrepunham ao interesse por Kuala Lumpur.
Saídos de Hong Kong, viajámos para Kuala Lumpur (via Pequim!!!). A nossa expectativa honestamente não era alta, e por isso não saímos defraudados.
Em Kuala Lumpur, para além de levarmos horas intermináveis a chegar ao hotel, já que o trânsito é opressivo, quase tudo o que nos era dado a ver neste percurso não nos deixou propriamente muito entusiasmados.
As incontornáveis torres Petronas, que já foram o mais alto edifício do mundo foram o alvo da localização do nosso hotel. Chegámos ao final da tarde e rumámos imediatamente para as Petronas.
É verdade que o edifício impressiona pela dimensão e mesmo pela arquitectura atraente da fusão entre o estilo ocidental e o estilo árabe. As formas arredondadas, a cor prateada e as cúpulas que culminam o topo deste "monstro" são imponentes mas ao mesmo tempo harmoniosas.

A piada já é gasta, mas é sempre divertido dizer que aqui é bastante normal mandaren-nos à Merdeka.

Merdeka em malaio significa liberdade e é a praça mais importante de Kuala Lumpur, onde se vislumbram ainda hoje os edifícios coloniais deixados pelos ingleses entre a sofreguidão de desenvolvimento evidenciada pelos monstros de aço e betão que se multiplicam um pouco por todas as grandes metrópoles asiáticas.
Gostámos e entrámos para jantar num dos inúmeros restaurantes para todos os gostos e carteiras.
Mais umas fotografias noturnas e cá vamos nós para a Merdeka!
A piada já é gasta, mas é sempre divertido dizer que aqui é bastante normal mandaren-nos à Merdeka.
Merdeka em malaio significa liberdade e é a praça mais importante de Kuala Lumpur, onde se vislumbram ainda hoje os edifícios coloniais deixados pelos ingleses entre a sofreguidão de desenvolvimento evidenciada pelos monstros de aço e betão que se multiplicam um pouco por todas as grandes metrópoles asiáticas.
Nós apanhámos uma época particularmnete especial da História malaia, já que se comemorava dentro de dias os 50 anos de liberdade da Malásia. 50 anos após a descolonização inglesa, lá nos encontrávamos nós em plena merdeka, enfeitada e decorada para o propósito.
Por todo o lado e também o verificámos mais tarde em Redang, milhares de bandeiras malaias se multiplicavam fruto talvez do entusiamo da "libertação e da independência" ou talvez quem sabe para disfarçar a pouca coesão nacional apinhada de raças e credos... Não sei dizer...
Depois deste agradável passeio pela praça Merdeka, ainda havia tempo para outro ícone de Kuala Lumpur: a Chinatown!
Claro, quem passa por Kuala Lumpur, Banguecoque, Singapura e tantas outras cidades destas latitudes, sabe que quer queira quer não acaba por passar pela Chinatown.
Lá fomos nós para o meio das, Louis Vitton, Gucci, Rolex, Prada, Breitling e tantas outras marcas contrafeitas. A mim não me excita particularmente a contrafacção, normalmente ando mais à procura do artesanato, mas a verdade é que no meio de tanta coisa a preços irrisórios, acabamos sempre por "enfeirar" qualquer coisita!
Mas já a noite vai longa e amanhã bem cedo vamos apanhar o avião até Redang, rumo ao Hotel Berjaya onde depositávamos grandes esperanças na qualidade da praia e do seu "house reef".
Que saudades e vontade de fazer uma praiazinha!!!
Não sairíamos desiludidos!
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terça-feira, 20 de abril de 2010
Hong Kong
Embora o nosso grande interesse fosse explorar Macau, a proximidade de Hong Kong a apenas 1 hora de ferry, impunha uma visita a este território outrora britânico.
Com alguns percalços pelo meio, visto que como estávamos teoricamente em 2 territórios chineses julgámos não precisar de passaporte para viajar entre eles, ficámos apenas com 1 tarde e noite para visitar a cidade.
Obviamente que o tempo era escasso, mas também é verdade que não existe grande coisa para ver em Hong Kong que não possa ser vista em qualquer grande metrópole (na metrópole, dado que o território possui até uma esquecida zona rural bem interessante).
Eu não sou um confesso admirador das mega metrópoles cosmopolitas, bem pelo contrário, mas o que vale para mim em Hong Kong é o cenário conjunto dos inúmeros arranha céus, que talvez pela exiguidade do espaço disponível são mais altos e mais juntos do que jamais havia visto.


Depois de deambularmos entre os magníficos arranha céus do centro, dirigimo-nos para aquele que achámos ser o Highlight de Hong Kong: a vista noturna do Victoria's Peak. Uma montanha com vista priveligiada sobre toda a Baía e que retocada com as maravilhosa iluminação noturna, lhe confere honras de postal!
A vista é fantástica, bem como o percurso para lá chegar. Depois de suportarmos a extensa fila, entramos num castiço elevador do século XIX (Afinal sempre há alguma coisa histórica!) que nos leva montanha acima num declive tão acentuado que nos provoca a ilusão de óptica de os arranha-céus estares inclinados!

Com alguns percalços pelo meio, visto que como estávamos teoricamente em 2 territórios chineses julgámos não precisar de passaporte para viajar entre eles, ficámos apenas com 1 tarde e noite para visitar a cidade.
Obviamente que o tempo era escasso, mas também é verdade que não existe grande coisa para ver em Hong Kong que não possa ser vista em qualquer grande metrópole (na metrópole, dado que o território possui até uma esquecida zona rural bem interessante).
Eu não sou um confesso admirador das mega metrópoles cosmopolitas, bem pelo contrário, mas o que vale para mim em Hong Kong é o cenário conjunto dos inúmeros arranha céus, que talvez pela exiguidade do espaço disponível são mais altos e mais juntos do que jamais havia visto.
Confesso, que quem chegue aqui terá grandes dificuldades em perceber qualquer passado histórico duradouro como o que se vê em cada esquina em Macau, mas não há dúvida que para um cosmopolita, Hong Kong é um local de visita obrigatória.
Depois de deambularmos entre os magníficos arranha céus do centro, dirigimo-nos para aquele que achámos ser o Highlight de Hong Kong: a vista noturna do Victoria's Peak. Uma montanha com vista priveligiada sobre toda a Baía e que retocada com as maravilhosa iluminação noturna, lhe confere honras de postal!
A vista é fantástica, bem como o percurso para lá chegar. Depois de suportarmos a extensa fila, entramos num castiço elevador do século XIX (Afinal sempre há alguma coisa histórica!) que nos leva montanha acima num declive tão acentuado que nos provoca a ilusão de óptica de os arranha-céus estares inclinados!
Chegados lá acima, um terraço miradouro revela-nos uma vista verdadeiramente surpreendente!

Depois de nos deliciarmos com a vista, nada melhor do que aproveitarmos o tempo que nos resta para mais uma voltinha por Hong Kong e terminar a nossa volta "chinesa" com um bom repasto!
Agora, após mais de 20 dias de "intensa actividade turística" espera-nos Kuala Lumpur na Malásia e em seguida o merecido descanso nas fantásticas praias malaias e mais concretamente na ilha de Redang.
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