Tantas perguntas e tantas fantasias envolvem este lugar que não sabendo ao certo defini-lo, sei no entanto que está carregado de misticismo, mistério e magia. Antes de entrar, imagino um lugar sobrenatural onde tudo pode acontecer. O seu isolamento e indiferença pelo resto do mundo criou uma onda de curiosidade por esta terra e este povo, que imagine-se não se interessavam pela riqueza, pelo materialismo e pela ganância!
Queriam apenas viver e foi exactamente isso que não os deixaram fazer.
Antes de entrar no País, sim para nós é um País, tínhamos, nós e os tibetanos, já algo que nos unia: o desejo do Tibete LIVRE !!!
É impossível esquecer o manancial de informação retida após horas de leitura de inúmeros livros (Sete anos no Tibete, As papoilas vermelhas, A vida do Dalai Lama, Uma vida pelo Tibete…), revistas, documentários e nas pesquisas feitas na Internet.
Não esquecemos também as dificuldades impostas na obtenção do visto especial para o Tibete (região de Lhasa, existem variadíssimos vistos para a região do Tibete). É especialmente difícil se formos viajantes independentes, como era o nosso caso, porque algumas vezes, pura e simplesmente não é dado o visto.
A marcação do hotel também não foi fácil, porque nos queriam colocar à força num hotel chinês e nós já tínhamos obviamente escolhido um hotel tibetano. Estas dificuldades tipicamente chinesas, aumentam a sensação de entrar num local proibido, onde a disciplina é imposta à força e onde os turistas não são bem vindos (só pelos chineses claro).

Relativamente aos poucos monges budistas que hoje se encontram nos míticos mosteiros do Johkang, Sera, Drepung ou Ganden, aplica-se a mesma receita. Após a “libertação” chinesa (como estes lhe chamam), todos os mosteiros foram amplamente destruídos assim como todos os símbolos e locais sagrados budistas. Milhares de monges foram mortos sem apelo nem agravo e a religião proibida.
Existe polícia em todo o lado, e o medo parece sair da alma dos tibetanos. Os tibetanos tornaram-se minoritários no seu país. 6 milhões contra os 8 milhões de chineses que foram deslocados para a região. Por isso no ridículo em caso de eleições, ganharia a vontade chinesa! Todo o comércio e atentados arquitectónicos na cidade de Lhasa são da responsabilidade dos chineses, que para além da sua vontade de expansão, souberam avaliar as riquezas minerais e naturais existentes no Tibete. Ouro, Petróleo e 80% de todo o abastecimento de água doce ao sudeste asiático. Aqui nascem os maiores rios asiáticos: o Mekong, o Bramaputra o Yangtsé e o Indo.
Sua santidade o décimo quarto Dalai Lama (Tenzin Gyatso), é o chefe de estado do governo tibetano no exílio e tem passado toda a sua vida deambulando pelo mundo espalhando a sua bondade e inteligência entre o mundo cínico e hipócrita que nos rodeia e espantando-nos a todos com a sua bandeira da não violência.
Existe polícia em todo o lado, e o medo parece sair da alma dos tibetanos. Os tibetanos tornaram-se minoritários no seu país. 6 milhões contra os 8 milhões de chineses que foram deslocados para a região. Por isso no ridículo em caso de eleições, ganharia a vontade chinesa! Todo o comércio e atentados arquitectónicos na cidade de Lhasa são da responsabilidade dos chineses, que para além da sua vontade de expansão, souberam avaliar as riquezas minerais e naturais existentes no Tibete. Ouro, Petróleo e 80% de todo o abastecimento de água doce ao sudeste asiático. Aqui nascem os maiores rios asiáticos: o Mekong, o Bramaputra o Yangtsé e o Indo.
Sua santidade o décimo quarto Dalai Lama (Tenzin Gyatso), é o chefe de estado do governo tibetano no exílio e tem passado toda a sua vida deambulando pelo mundo espalhando a sua bondade e inteligência entre o mundo cínico e hipócrita que nos rodeia e espantando-nos a todos com a sua bandeira da não violência.

A esperança reside em Dharamsala (na Índia), onde se encontram mais de 100000 tibetanos no exílio, juntamente com o Dalai Lama após terem conseguido em épicas viagens atravessar a fronteira para se juntar aos seus irmãos e continuar um trabalho altamente meritório, que preserva a cultura tibetana apoiada em inúmeras escolas, creches e orfanatos erigidos numa montanha de dificuldades.
Foi nesta miscelânea de sentimentos, onde a magia convive com o terror, e na ignorância da nossa resistência à altitude que entrámos no Tibete. A expectativa era enorme e não seria defraudada…